quarta-feira, 4 de novembro de 2026
Dia a Dia

Calor em Mato Grosso muda rotina e exige cuidados com hidratação e exposição ao sol

O calor em Mato Grosso exige mudanças na rotina, principalmente nos horários de atividades ao ar livre, na hidratação e nos cuidados dentro de casa. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas precisam de atenção redobrada durante os períodos de temperaturas elevadas.

O calor em Mato Grosso pode mudar horários, deslocamentos, atividades físicas e até a forma como os moradores organizam a rotina dentro de casa. Em períodos de temperaturas elevadas, a exposição prolongada ao sol e a perda de líquidos pelo suor aumentam o risco de desidratação, insolação e agravamento de problemas de saúde.

A orientação é adaptar as atividades para os horários mais amenos do dia, beber líquidos com frequência, manter os ambientes ventilados e observar sinais de mal-estar. Crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas, trabalhadores expostos ao sol e moradores em situação de rua estão entre os grupos que precisam de atenção especial.

As recomendações são baseadas em orientações do Ministério da Saúde, da Instituto Nacional de Meteorologia e de órgãos de proteção e defesa civil.

Como o calor altera a rotina dos moradores

Durante os dias mais quentes, atividades que normalmente são feitas no meio do dia podem se tornar mais desgastantes. Caminhadas, exercícios, serviços de manutenção, trabalho em áreas abertas e deslocamentos longos ficam mais seguros quando são programados para o início da manhã ou para o fim da tarde, quando a radiação solar tende a ser menor.

Também é importante considerar o tempo de permanência em locais sem sombra, o uso de roupas adequadas e a disponibilidade de água. Mesmo quem está acostumado ao clima quente pode apresentar sintomas quando a temperatura sobe de forma persistente ou quando o calor vem acompanhado de baixa umidade do ar.

Em casa, a rotina pode incluir o fechamento de cortinas ou persianas durante as horas de maior aquecimento, a abertura das janelas nos momentos mais frescos e o uso seguro de ventiladores ou aparelhos de ar-condicionado. A orientação do Ministério da Saúde é evitar que o ambiente interno fique mais quente do que o necessário e buscar locais frescos durante os períodos de maior calor.

Hidratação deve ocorrer ao longo do dia

A sede nem sempre aparece antes da desidratação. Por isso, a recomendação é beber água regularmente, sem esperar o corpo pedir. A quantidade necessária varia conforme idade, peso, atividade física, alimentação, temperatura e condições de saúde.

Quem trabalha ao ar livre, pratica exercícios ou permanece por muitas horas sob o sol precisa reforçar a atenção à reposição de líquidos. Água, água de coco e sucos naturais podem fazer parte da hidratação. Bebidas alcoólicas devem ser evitadas, especialmente em períodos de calor intenso, porque podem favorecer a perda de líquidos.

Pessoas que utilizam medicamentos contínuos ou têm doenças cardíacas, renais, hormonais ou outras condições crônicas devem seguir a orientação do profissional de saúde. Não é recomendado alterar a dose de medicamentos por conta própria para tentar compensar os efeitos do calor.

Alguns sinais podem indicar desidratação, como boca seca, fraqueza, tontura, dor de cabeça, cansaço excessivo, náusea, redução da urina e sensação de mal-estar. Quando esses sintomas aparecem, a pessoa deve interromper a atividade, ir para um local fresco, beber líquidos se estiver consciente e avaliar a necessidade de atendimento.

Horários mais seguros para atividades ao ar livre

O Ministério da Saúde recomenda evitar a exposição direta ao sol nos períodos de maior calor. Na prática, atividades físicas e tarefas externas devem ser concentradas, sempre que possível, no começo da manhã ou no fim da tarde.

Quando não for possível adiar o trabalho ou o deslocamento, é importante fazer pausas regulares em locais com sombra, usar roupas leves e largas, preferir cores claras e proteger a cabeça com chapéu ou boné. Óculos de sol e protetor solar também ajudam a reduzir os efeitos da exposição aos raios ultravioleta.

O protetor solar não substitui a sombra, as roupas adequadas nem a redução do tempo de exposição. A pele deve ser protegida mesmo em deslocamentos rotineiros, principalmente por pessoas que trabalham ou permanecem muitas horas em áreas abertas.

Cuidados para quem pratica exercícios

Exercícios intensos em horários de calor elevado aumentam a perda de água e sais minerais pelo suor. Por isso, a atividade deve ser adaptada à temperatura, à umidade e à condição física de cada pessoa.

Antes de sair, é recomendável verificar a previsão do tempo e os alertas meteorológicos. Durante o exercício, a pessoa deve fazer pausas, beber líquidos e interromper a atividade se apresentar tontura, fraqueza, náusea, dor de cabeça, cãibras ou falta de ar.

Não é seguro insistir no exercício para cumprir uma meta quando o corpo apresenta sinais de exaustão. Em dias muito quentes, trocar a atividade externa por uma opção em ambiente protegido pode reduzir os riscos.

Crianças, idosos e gestantes precisam de atenção redobrada

Crianças pequenas e idosos podem ter mais dificuldade para perceber ou comunicar a sede. Por isso, familiares e cuidadores devem oferecer líquidos com frequência, observar o comportamento e evitar que essas pessoas permaneçam por muito tempo em locais quentes.

Bebês e crianças não devem ser deixados sozinhos em veículos, mesmo que por poucos minutos e com as janelas abertas. A temperatura interna do carro pode subir rapidamente e provocar uma emergência.

Gestantes, pessoas com doenças cardíacas e respiratórias, diabéticos, indivíduos com mobilidade reduzida e quem usa medicamentos que afetam a hidratação também podem ser mais vulneráveis. Nessas situações, o acompanhamento deve ser próximo e qualquer piora deve ser comunicada a um serviço de saúde.

O cuidado também deve alcançar vizinhos, familiares e pessoas que vivem sozinhas. Uma ligação ou visita pode ajudar a identificar sinais de desidratação, confusão mental ou dificuldade para se refrescar.

Como deixar a casa mais fresca

Durante a manhã e à noite, quando o ar estiver mais fresco, abrir janelas pode favorecer a circulação. Nas horas mais quentes, cortinas, persianas, toldos ou outros recursos de sombra ajudam a reduzir a entrada direta de radiação solar.

Ventiladores devem ser usados com instalações elétricas seguras, sem extensões sobrecarregadas ou fios danificados. O aparelho movimenta o ar, mas pode não ser suficiente quando a temperatura está muito alta. Sempre que possível, a pessoa deve buscar um cômodo mais fresco ou um espaço protegido do sol.

Banhos frescos, roupas leves e refeições menores também podem melhorar o conforto. Frutas, verduras e outros alimentos leves são opções mais adequadas do que refeições muito pesadas durante os períodos de calor intenso.

Sinais de insolação exigem atendimento imediato

A insolação é uma condição grave que pode ocorrer quando o corpo perde a capacidade de controlar a própria temperatura. Os sinais incluem pele quente, temperatura elevada, dor de cabeça, tontura, náusea, fraqueza, pulso acelerado, confusão mental e alterações de consciência.

Convulsões, desmaio, dificuldade para respirar e confusão intensa indicam uma situação de emergência. Nesses casos, a pessoa deve ser levada para um local fresco e ventilado, ter o excesso de roupas retirado e receber medidas de resfriamento, como panos úmidos com água fresca. Se estiver consciente e conseguir engolir, pode receber líquidos não alcoólicos.

O atendimento deve ser acionado imediatamente pelo Samu, no número 192. A pessoa não deve ser deixada sozinha nem obrigada a beber se estiver desacordada, confusa ou com dificuldade para engolir.

Calor e baixa umidade também afetam a respiração

Quando o calor vem acompanhado de ar seco, podem surgir irritação na garganta, ressecamento das mucosas, tosse e piora de sintomas respiratórios. Pessoas com asma, bronquite, doença pulmonar ou outras condições respiratórias devem observar a qualidade do ar e reduzir esforços em ambientes muito quentes e secos.

Manter a hidratação, evitar fumaça e poeira e reduzir a exposição em horários críticos são medidas que podem diminuir o desconforto. Em caso de falta de ar persistente, chiado intenso, dor no peito ou piora rápida, é necessário procurar atendimento médico.

Onde acompanhar alertas e previsões

Antes de organizar uma atividade externa, os moradores podem consultar a previsão e os avisos meteorológicos do Inmet. Alertas oficiais ajudam a identificar períodos de calor intenso, baixa umidade e outras condições capazes de afetar a saúde.

Também é importante acompanhar comunicados das prefeituras, da Defesa Civil e das secretarias de saúde. As recomendações podem variar conforme a cidade, a intensidade do calor e as condições locais.

O calor em Mato Grosso exige planejamento simples, mas constante: beber água ao longo do dia, evitar o sol nos horários mais intensos, adaptar o exercício, proteger os grupos vulneráveis e reconhecer os sinais de alerta. Essas medidas ajudam a reduzir riscos e permitem que a rotina continue com mais segurança mesmo durante os períodos de temperaturas elevadas.